sexta-feira, 23 de maio de 2008

Dia 21de maio – O dia sem fim

Acordei bem melhor. Hoje amanheceu muito calor, nem o ar condicionado estava dando conta da temperatura. Tomei meu café, fui ao banheiro e fomos pro local de trabalho. Pelo jeito ainda vou continuar indo ao banheiro algumas vezes hoje, mas estou bem melhor. Pelo menos não é mais dor de barriga “tempestade completa”. Desde ontem o pessoal está querendo voltar a Manaus de barco: sair daqui na quinta e chegar lá no sábado pela manhã... A equipe foi dividida: um grupo foi para a zona rural (ribeirinha) e o outro ficou no “escritório”. Eu fiquei no segundo grupo, até porque ainda estava um pouco mal. Hoje não fizemos muitas coisas, já que os trabalhos de análise de documentos estavam bem adiantados. Fiz bastante coisa na Internet e conferi algumas pendências de trabalho. Fui almoçar um pouco: comi um peixe frito bem sequinho, arroz branco e farofa. No meio da tarde tomei um coco ouro gelado enorme no caminho para o barco que iríamos para Manaus, mas ele não estava encostado no porto, estava chegando a um armazém que fica na margem oposta. É um barco enorme e eu acho que encararia a viagem sim. Tinha um navio da marinha ancorado e conversei com um marinheiro tão simpático que chegava a ser prolixo: ele disse 5 palavras sem sequer franzir a testa. Agradeci e fui embora, mas tirei foto do navio. Passamos pela feira na volta, desta vez ela estava cheia. O pessoal comprou tucupi e algumas frutas. Vi algumas frutas diferentes das quais não lembro o nome, mas antes de voltar a Manaus vou lá perguntar o nome e experimentar TODAS! Encontramos muito peixe barato. Aqui o peixe não tem muito valor, não só porque o rio está a 50 metros do mercado, mas porque o povo não dá muito valor mesmo, pois é o comum aqui. Tinha tambaqui a 5 reais o quilo, tinha 3 peixes por R$10,00. Mas para ir à feira não tem que parecer um nativo, porque se os vendedores percebem que o cliente é de fora eles salgam o preço. Comprei dois souvenires (não é cocô de cachorro, nem urubu... é bonitinho!) Voltamos ao “escritório”, esperamos o pessoal voltar da aventura. Voltaram dizendo que o plano de voltar para Manaus de barco naufragou, pois voltaram da viagem cheios de pendências. Dividimos a equipe novamente: uma para planejar as pendências da aventura e a outra para a reunião com conselheiros. Fiquei no segundo grupo. Comemos um peixe no espetinho. A reunião começou às 19h30min e acabou por volta das 20h30min. Voltei ao hotel pra descansar um pouco, o dia de ontem não foi fácil e o de hoje também não. Pelo menos só fui ao banheiro no início da manhã, tomei um banho demorado (a água tava até boa). Mais sobre a cidade: pelo jeito aqui no interior do Amazonas encontrar saneamento básico decente é o mesmo que encontrar chifre em cabeça de cavalo. Tanto em Lábrea como aqui em Tefé não tem rede de esgoto. A diferença é que Tefé é uma cidade bem maior. Coloquei fotos de Manaus no Orkut, depois vou colocar das outras cidades e fazer as legendas. Por hoje é só. Vou descansar. Amanhã é feriado e não sei como vai ser: se vamos trabalhar ou não.

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